quarta-feira, 20 de novembro de 2019

MGTOW epistemologia do mal

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político A Maior Fraude Intelectual do Século XX Qual seria a maior fraude intelectual do Séc. XX? Como se poderia fraudar toda uma civilização com um conceito sem comprovação factual no teste da História, na Sociologia, na Antropologia e na Geografia, sem medo de atropelar os métodos estatísticos e toda a metodologia investigativa? Poderia se pensar que se tratasse de uma fraude religiosa? Como se poderia construir uma releitura da História da humanidade com um conceito tão universal, absoluto, genérico, determinista como por exemplo insinuar e se imaginar que simultaneamente acontecera no mundo todo, em todo lugar geográfico e temporal um mesmo fenômeno cruel como se fosse, por exemplo, um fenômeno de uma única língua universal falada em todo o tempo da história da humanidade, em todos os pontos da geografia terrestre, em todas as culturas do mundo e ao mesmo tempo se tornasse durante milhares de anos um fenômeno naturalmente permanente? Seria possível que tal fato ocorresse na humanidade durante mais de cinquenta mil anos de civilização e de pré civilização e que somente no séc. XX fosse percebido tal fenômeno? Pela teoria da violação e contenção psíquica do inconsciente coletivo não existe saída possível para a prisão de consciência coletiva. Este fenômeno é observado quando por exemplo dentro de uma prisão de consciência histórica não é dado para um ser humano enxergar outra possibilidade de se fugir do sistema feudal, uma vez que nunca existiu nem existirá outra alternativa ao sistema feudal seja para o servo, seja para o senhor, seja para o vassalo seja para o nobre, seja para o clero, uma vez nascido dentro deste sistema que durou 987 anos nenhuma chance teria o ser humano de mudar ou fugir de seu destino eterno enquanto vivo dentro da rede social. Durante a Idade Média tudo o que o ser humano deveria saber lhes era informado por um intercessor do clero. Obedecer sem questionar, ouvir sem meditar, viver sem propósito outro que servir a Deus e ao seu Senhor, submeter-se às ordens feudais clericais e nobiliárquicas. Era cumprir com todas as obrigações, casar-se com quem lhes fora determinado, viver sem razão e morrer pela Ordem social determinística. Quantos que desafiariam aquela ordem social de dentro dela não sobreviveriam nem para o registro histórico, as lutas internas eram travadas para ocupar as vagas nos cargos vitalícios que eram criadas por morte ou falecimento dos seus ocupantes doadores de postos, ou pela fraude, ou pelo assassinato entre nobres e clérigos, assim se reproduzia a ordem feudal. Na ordem feudal apenas um pequeno grupo de intelectuais da burocracia e os sacerdotes eram dotados do privilégio de examinarem os pergaminhos e assim passavam os segredos da escrita e da leitura para os seus herdeiros, um apenas escolhido para ser o aprendiz dos segredos dos pergaminhos, certamente um em cada vinte mil, cinquenta mil, ou cem mil indivíduos sabia ler e escrever. Os pergaminhos eram escritos à mão e copiados por quem pudesse pagar somas estratosféricas pelos exemplares autênticos, assim a literatura antiga e medieval sobreviveu até o início da Renascença quando Gutemberg criou a primeira imprensa editora mecanizada na Europa, popularizando os livros para o Ocidente. O mundo medieval era um mundo fechado em feudos, sem circulação de moeda, sem circulação de mercadorias, sem circulação de produtos, sem circulação de pessoas, sem circulação de ideias, sem circulação de novidades, então nada mudava naquele mundo. Como poderia alguém produzir um comportamento diferente daquilo que era a expectativa do seu mundo limitado? Como poderia um menino muçulmano pensar diferentemente das expectativas únicas que lhes foram apresentadas desde o seu pequeno e contingente mundo? Fora do seu sistema de crenças este pequeno muçulmano não tem referências sociais, não tem família, não tem outras crenças, não tem amigos, não tem raízes e seria um estranho fora de seu mundo muçulmano. Era um mundo sem noites, onde ao findar a luz do dia nada mais acontecia até que o sol voltasse a iluminar. Era um mundo onde as notícias não circulavam em redes de rádios, jornais, televisão, internet, fax, somente cartas para quem sabia ler, onde as novidades eram anunciadas nas praças em voz ao vivo, por não existirem amplificadores de som, nem alto falantes, nem telefone, nem smartfones, nem redes sociais como o facebook ou whatsapp, como era difícil a comunicação naqueles tempos de transporte a navios a remo e vela, e carruagens a cavalo. Assim, sem contextualizar e sem qualificar o tempo antigo e as dificuldades de circulação de ideias e de informações, um mundo onde a escola pública somente foi inventada pelos gregos somente quinhentos anos antes de Cristo apenas para 5% a 10% dos cidadãos que era uma categoria que excluía as mulheres, os escravos, os estrangeiros e os despossuídos. Assim naquele mundo cego, surdo e mudo, onde os privilegiados eram as elites nobres, clericais e dos senhores de terras analfabetos como os demais falar em discriminação apenas de gênero é uma extravagância intelectual, onde a escravidão e a servidão somente desapareceram da humanidade quando a força produtiva humana foi superada pelas máquinas a vapor e elétrica da Revolução Industrial da segunda metade do Séc. XIX na Inglaterra, depois na Alemanha e por fim o restante da Europa, mas mesmo assim a Revolução Industrial criou a servidão do proletariado industrial que somente teve os direitos trabalhistas reconhecidos com o Socialismo e o Marxismo revolucionário. Karl Marx dedicou toda a sua vida a examinar a desigualdade e a injustiça social dos operários e camponeses na RI, mas nem ele (nenhum outro estudioso, homem ou mulher) descobriu ou questionou qualquer desigualdade de gênero na sociedade: sofriam igualmente os proletários, as proletárias, os operários e operárias nos centros industriais que transformavam a mão de obra aviltada em insumos industriais que a partir do exército de mão de obra ociosa extraía a mais valia do trabalho aviltado explorando inclusive e principalmente a mão de obra infantil e juvenil, impiedosamente, nas piores condições de que jamais sonhou um senhor feudal ou que imaginou um senhor de escravos. Trabalhava-se sem interrupção até a exaustão, ou até que alguém adoecesse, morresse ou desistisse. Assim foi o lado humano da Revolução Industrial em Liverpool ou qualquer cidade industrial europeia. A Fraude De onde se enxergou os privilégios de gênero que as feminazistas acusam o lado masculino da humanidade de lhes ter negado o espaço no mundo dito machista, senão pela própria inapetência da própria mulher gênero em disputar um espaço miserável nas favelas das fábricas de Liverpool, senão fosse a capacidade mais restrita de trabalhar 20 horas seguidas, que era a única exigência para se disputar um lugar na luta do trabalhador da cidade ou no campo. Apenas do valor que dispunha o operário, que era a sua mão de obra aviltada que era comprada por hora de trabalho febril, era vendida a única mercadoria de que dispunha o operário espoliado, segundo a linguagem marxista, o proletário era explorado pela mais valia do único insumo que interessa ao capitalista industrial ou capitalista rural: o seu tempo. Foi nessa ocasião que mais uma vez a mão de obra masculina se mostrou mais produtiva que o sistema social passou a valorizar mais e a pagar mais pela aquela mão de obra em função da produtividade, com menos interrupções, maior força e mais capacidade laboral, era natural que as crianças e as mulheres fossem menos requisitadas no mercado de trabalho. Aconteceu recentemente na China Comunista onde a restrição de um único filho por casal determinou naturalmente que os pais quisessem um menino em lugar de menina por este representar uma maior garantia de segurança para a velhice dos seus próprios pais. Sem este discurso ideológico de gênero a sociedade através dos séculos acomodou os papéis sociais de gênero de acordo com as determinações socioeconômicas que historicamente e naturalmente em todo o canto determinaram um papel secundário para o sexo feminino. Novamente veio resgatar a mão de obra feminina a tecnologia da terceira revolução industrial, onde o setor terciário isolou os fatores masculinos como a força e a resistência física como fatores determinantes da produtividade no mercado de mão de obra. A telemática, os computadores, a organização, os sistemas de informações gerenciais e os serviços financeiros dominaram as principais atividades econômicas deixando aos setores secundários e primários da economia, com exceção do setor petrolífero, a primazia da locomotiva dos Estados modernos. Assim, depois dois últimos século e meio de dispensa da mão de obra feminina o discurso se acirrou em torno da questão do gênero, então veio a fraude intelectual grande qual seja de transformar uma escolha natural de mercado da mão de obra em uma falsa questão ideológica, como se uma conspiração de gênero por simples preconceito, chamado de machismo, quisesse excluir as mulheres da sociedade produtiva por simples desejo dos machos conspiradores. Assim, se construiu a maior fraude intelectual que se não for detida em tempo presente o será irremediavelmente numa revisão histórica num futuro intelectual honesto, quando passado o momento de choque inicial desse momento de confusão e de dissimulação e vitimismo, a maior de todas as falsificações históricas intelectuais da humanidade no século XXI será reconhecida como: o feminismo. Antes da terceira onda de revolução a mão de obra masculina competiu sem competidores à sua altura, mas agora não: pela primeira vez na história da civilização não existe vantagens entre os gêneros. Assim se esvazia o discurso feminista sem ideologia de gêneros, uma vez que o efeito demonstração da mão de obra masculina, ocidental e branca dominou nas ciências, nas artes e nos desportos com a sua total hegemonia, e não apenas de gênero masculino, mostrou a sua superioridade étnica, nas altas latitudes, nos países frios criou-se as condições geográficas para surgirem os ganhadores principais premiados nos Nobel em todas as categorias, e não excluem os gêneros apenas, excludente geográfica dos habitantes dos trópicos e do equador, indicando um determinismo geográfico. A simplificação e o reducionismo ao fator gênero foi o maior de todos os erros ideológico das feministas porque não encontra nenhum respaldo na história a não ser na raiva e no rancor em não poderem explicar a indolência e o acomodamento delas mesmas, as mulheres em sua maioria em relação à história sofrida dos machos que lutaram desde os tempos das cavernas pela sobrevivência da espécie dos homo sapiens, duramente lutando com espadas, lanças, arco e flecha, labutando com machado, marreta e com as mãos calejadas e feridas, e sem obterem ainda assim o reconhecimento das feministas tão justiceiras.

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